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Quedas em idosos: como prevenir e quando procurar um geriatra em Florianópolis

Queda em idoso não é acidente inevitável: é desfecho previsível. Veja os sinais que aparecem antes, como medimos o risco e o que a evidência mostra que funciona...

Uma queda raramente é só um susto. Depois dos 60 anos, ela é a principal causa de fratura de quadril e um marco a partir do qual muita gente perde autonomia de vez. A boa notícia é que queda não é destino: é um desfecho previsível e, na maior parte dos casos, evitável.

Por que idosos caem

Quase nunca por um motivo só. A queda costuma ser o encontro de vários fatores que se acumularam em silêncio:

  • Perda de força nas pernas — levantar da cadeira sem apoio fica difícil antes de a queda acontecer.
  • Alteração de equilíbrio — virar-se, desviar de um obstáculo ou descer um degrau exige ajustes rápidos que o corpo deixa de fazer.
  • Medicações — remédios para dormir, para pressão e alguns antidepressivos aumentam de forma consistente o risco.
  • Visão — catarata e óculos multifocais atrapalham a percepção de degraus.
  • Ambiente — tapete solto, fio no chão, banheiro sem barra e iluminação fraca no corredor à noite.
  • Medo de cair — quem já caiu se movimenta menos, perde mais força e cai de novo. É um círculo.

Os sinais que aparecem antes

Na consulta, três perguntas simples explicam boa parte do risco:

  1. Você caiu alguma vez nos últimos doze meses?
  2. Sente insegurança ao caminhar?
  3. Precisa de apoio nos braços para levantar da cadeira?

Uma resposta positiva já justifica avaliação. Some a isso passos mais curtos, marcha mais lenta e a mania recente de se apoiar nos móveis pela casa — sinais que a família costuma notar antes do próprio paciente.

Como avaliamos o risco na Clínica Simi

Avaliação funcional

Medimos velocidade de marcha, teste de sentar e levantar cinco vezes e equilíbrio em posições progressivas. São testes rápidos, com valores de referência, que dão uma linha de base para comparar depois.

Revisão de medicações

Cada remédio é conferido: para que serve, se ainda é necessário e se interage com outro. Em muitos casos, retirar um único medicamento derruba o risco mais do que qualquer exercício.

Investigação clínica

Pressão que cai ao levantar, arritmia, alteração de tireoide, deficiência de vitamina D e problemas de visão entram na conta.

O que realmente previne quedas

A evidência é bastante consistente sobre o que funciona:

  • Treino de força e equilíbrio supervisionado — o único item com efeito grande e comprovado. Precisa de carga adequada e progressão, não de ginástica leve.
  • Revisão e retirada de medicações de risco, sempre com orientação médica.
  • Correção da visão e, para quem usa multifocal, um par só de longe para caminhar na rua.
  • Ajustes em casa: barras no banheiro, tapetes fora, luz de presença no caminho até o banheiro, calçado fechado com solado firme.
  • Vitamina D quando há deficiência comprovada.

Já caiu. E agora?

Depois de uma queda, o instinto da família é proteger e reduzir a movimentação. É justamente o contrário do que ajuda: a imobilidade acelera a perda de força e aumenta o risco da próxima queda. O caminho é uma avaliação que encontre a causa e um programa de reabilitação que devolva confiança em ritmo seguro.

Na Clínica Simi, a avaliação com o geriatra e o programa de fisioterapia geriátrica acontecem no mesmo endereço, em Coqueiros — o médico que avalia conversa com o fisioterapeuta que conduz o treino.

Perguntas frequentes

Qual o principal fator de risco para queda em idosos?

Ter caído no último ano. Quem já caiu tem risco bem maior de cair de novo, e é justamente esse grupo que mais se beneficia de avaliação e treino de força e equilíbrio.

Andador e bengala ajudam ou atrapalham?

Ajudam quando são indicados e ajustados na altura certa, e atrapalham quando a pessoa usa um modelo emprestado, alto ou baixo demais. A escolha e o ajuste devem ser feitos por fisioterapeuta ou médico.

Exercício em casa pelo vídeo resolve?

Ajuda a manter, mas raramente é suficiente para quem já tem risco alto. O ganho de força exige progressão de carga e correção de execução, o que pede supervisão pelo menos na fase inicial.

Com que frequência devo reavaliar o risco de queda?

Pelo menos uma vez por ano em qualquer pessoa acima de 65 anos, e a cada três a seis meses para quem já caiu, mudou de medicação ou teve internação recente.

Quedas em idosos: como prevenir e quando procurar um geriatra em Florianópolis
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